A partir desta segunda-feira, 2 de fevereiro, os pagamentos instantâneos entram em uma nova etapa de segurança. Todas as instituições participantes do Pix — incluindo bancos, fintechs e provedores de serviços de pagamento — passam a ser obrigadas a operar sob as regras do MED 2.0 (Mecanismo Especial de Devolução).
A atualização, desenvolvida pelo Banco Central, visa corrigir gargalos da versão original e aumentar drasticamente a eficiência na recuperação de valores desviados em golpes.
Embora a obrigatoriedade passe a vigorar imediatamente, as instituições terão um período de adequação técnica até maio para estabilização dos sistemas, data em que a fiscalização do órgão regulador se tornará efetiva.
Rastreamento em cadeia
A principal evolução tecnológica do MED 2.0 é a capacidade de rastreamento em múltiplas camadas. No modelo anterior, criado em 2021, o bloqueio de recursos ficava restrito apenas à primeira conta que recebia a transferência.
Criminosos aproveitavam essa limitação para pulverizar o dinheiro em diversas contas sucessivas (conhecidas como contas de “laranjas”) em questão de segundos, esvaziando a conta inicial e impedindo o ressarcimento da vítima.
Agora, o sistema utiliza a tática follow the money (siga o dinheiro). A ferramenta marca a transação suspeita e permite que os bancos congelem os valores em qualquer etapa da cadeia, mesmo que o montante tenha sido dividido ou repassado adiante.
Além de aumentar a chance de recuperação, a medida eleva o custo operacional do crime, tornando ineficaz o uso de intermediários.
Principais mudanças para o usuário
Para o consumidor final, a proteção torna-se sistêmica e automática, sem a necessidade de novos cadastros. Entre as funcionalidades que passam a integrar o cotidiano bancário, destacam-se:
Impacto e segurança
A mudança responde a um cenário desafiador. Dados indicam que as fraudes via Pix geraram prejuízos de R$ 4,9 bilhões em 2024, com taxas de recuperação que giravam em torno de apenas 9% em 2025.
Com o MED 2.0, o setor financeiro espera reverter esses índices e fortalecer a confiança no meio de pagamento mais utilizado no país.
É importante ressaltar, contudo, que o mecanismo continua sendo exclusivo para casos de fraude, golpes e crimes comprovados (como engenharia social e QR Codes adulterados). O sistema não se aplica a erros de digitação do usuário ou desacordos comerciais.
O Banco Central reitera que, apesar do reforço na segurança, a cautela do usuário e a rapidez em registrar a contestação logo após o incidente permanecem fundamentais para o sucesso da recuperação dos valores.
Voltar para a listagem de notíciasEntre em contato conosco para esclarecer suas dúvidas, solicitar suporte, resolver problemas ou dar sugestões. Veja todas as opções de contato disponíveis.
Avenida Joventino Rodrigues, Lt 13 Lj 02 - Santa Luzia
Luziânia / GO - CEP: 72803-010
(61) 3621-2050
(61) 3621-4470
CRC/GO 002548/O
Sitecontabil © 2026 | Todos os direitos reservados