Salário emocional: como empresas estão retendo talentos sem aumentar salários

21 de março de 2025
Contábeis

O desengajamento profissional é um problema crescente no Brasil e no mundo. Segundo estudo da Gallup, 72% dos trabalhadores brasileiros não se sentem conectados ao seu emprego. Globalmente, o índice de engajamento é de apenas 23%, com os Estados Unidos registrando a pior taxa em uma década.

A principal razão para essa insatisfação são salários abaixo das expectativas e falta de reconhecimento, revela pesquisa da MyPerfectResume. Para contornar esse problema, muitas empresas estão adotando uma abordagem estratégica: o salário emocional.

 

O que é salário emocional?

O salário emocional é um conjunto de benefícios não financeiros que melhoram a satisfação e o bem-estar dos funcionários. Ele vai além da remuneração tradicional e foca em aspectos como:

- Flexibilidade no trabalho (home office, horários ajustáveis);

- Reconhecimento e valorização da equipe;

- Cultura organizacional positiva e alinhada aos valores dos funcionários;

- Plano de carreira e desenvolvimento profissional;

- Benefícios voltados à saúde mental e qualidade de vida.

De acordo com pesquisas, profissionais estariam dispostos a abrir mão de quase 9% do salário em troca de maior flexibilidade no trabalho. Isso mostra que a retenção de talentos não depende apenas de aumentos salariais, mas também de um ambiente mais motivador e equilibrado.

 

O impacto do desengajamento no desempenho das empresas

A insatisfação no trabalho afeta diretamente a produtividade. Empresas que não investem no bem-estar dos funcionários enfrentam desafios como:

- Redução da produtividade e queda no desempenho;

- Aumento do turnover, com maior dificuldade em reter talentos;

- Cultura organizacional enfraquecida, impactando a moral da equipe;

- Maior incidência de afastamentos por doenças psicológicas.

Nos Estados Unidos, 50% das empresas reduziram salários recentemente em vez de demitir funcionários, porém essa decisão levou a uma queda significativa na satisfação da equipe, tornando o problema ainda mais complexo.

 

Como aplicar o salário emocional na empresa?

Pequenas mudanças na gestão podem ter um grande impacto na motivação da equipe. Algumas estratégias eficazes incluem:

- Criar programas de reconhecimento para valorizar o desempenho dos funcionários;

- Oferecer oportunidades de aprendizado e crescimento profissional;

- Aprimorar a cultura organizacional, garantindo um ambiente saudável e colaborativo;

- Implementar benefícios flexíveis, como horários ajustáveis e trabalho remoto parcial;

- Incentivar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, reduzindo o estresse no ambiente corporativo.

Por fim, o salário emocional não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para as empresas que desejam reter e motivar talentos. Funcionários que se sentem valorizados e reconhecidos são mais produtivos, engajados e leais às organizações.

Para os profissionais contábeis e empresários, entender essa mudança no comportamento do mercado de trabalho é essencial para adaptar estratégias de gestão e evitar altos custos com rotatividade. 

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